quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nota do Movimento Estudantil acerca da proposta de pagamento das bolsas

Em reunião no dia 12 de junho, a Direção da FFC apresentou ao Movimento Estudantil proposta para solucionar o impasse acerca do pagamento das bolsas BAAE I e II.
Essa proposta consiste em efetuar o pagamento das bolsas referentes aos meses de abril e maio em duas etapas, sendo a primeira o pagamento dos cadastros completos até o dia 22 de junho e a segunda, abertura de prazo de cadastramento de bolsistas que ainda não enviaram toda a documentação, entre os dias 25 e 30 de junho, para pagamento até 12 de julho. Como adendo, os estudantes presentes solicitaram a abertura de uma terceira etapa que contemplasse a demanda daqueles estudantes que não conseguirão arcar com os custos da regularização do cadastro (como o retorno a Marília e obtenção da documentação exigida).
Essa proposta tornou-se pública a partir de um comunicado oficial do Diretor, que acabou por gerar algumas distintas interpretações e nesse sentido compreendemos a necessidade de discutir com a base estudantil o real caráter da proposta feita ao Comando.
Foi alegado que essa terceira etapa só poderia se dar após a desocupação do prédio da Direção, pois seria este o elemento principal causador do não pagamento das bolsas.
Entendemos que esse argumento tem como objetivo causar uma cisão entre o conjunto dos estudantes, pois procura colocar os estudantes do primeiro ano (principal setor que seria contemplado por essa terceira etapa solicitada pelo Movimento) em situação de desconfiança com os métodos de luta deliberados pelo conjunto dos estudantes. Assediar um setor para voltá-lo contra sua própria categoria é tática comum entre os agentes da repressão, visando dividir e assim enfraquecer a luta dos oprimidos.
Salientamos que o não pagamento das bolsas não é determinado pela ocupação do prédio, pois os estudantes, desde o primeiro momento, se mostraram dispostos a possibilitar aos trabalhadores todas as condições de realizar suas funções de trabalho mais elementares à comunidade universitária. A real razão deste ataque é usar a fonte de renda dos estudantes como moeda de troca para coagir o movimento ao recuo.
O posicionamento dos estudantes deve ser definido coletivamente, por esse motivo chamamos a todos a comparecer e discutir a proposta em Assembleia Geral, hoje, às 19:30.

2 comentários:

  1. www.cagea.wordpress.com

    Cobrir de solidariedade as greves e lutas de nossos colegas da UEG e UNESP!

    Brasília, 13 de junho de 2013

    Nós do Centro Acadêmico de Geografia da UnB, viemos por meio desta nota demonstrar nossa profunda solidariedade com as justas reivindicações dos estudantes e trabalhadores de todas as unidades da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

    No primeiro caso (UEG), nós temos uma grande greve unificada de professores, servidores e estudantes que através de assembleias unificadas se organiza e combate o Governo Estadual por melhorias na educação, reivindicando laboratórios, restaurantes e moradias estudantis, aumento salarial para os trabalhadores, dentre outras bandeiras que expressam a situação de precarização dos campi do interior de Goiás. Essa precarização se dá tanto em relação as condições de estudo quanto as de trabalho (alto número de trabalhadores terceirizados e professores temporários sem dedicação exclusiva são contratados etc.). Nesse sentido, saudamos a greve na UEG e aproveitamos também para denunciar qualquer tipo de atitude repressiva do Estado (através da polícia e/ou de processos administrativos contra grevistas), e também a repressão advinda da própria comunidade universitária, ou seja, dos famosos “fura-greves” ou “pelegos” que atacam a coletividade para tentar impor suas vontades individualistas (tal como ocorreu recentemente na UEG-Formosa com a agressão de um professor “fura-greve” a um aluno de geografia).

    Já na UNESP a greve começou como uma mobilização da base estudantil, através de importantes e históricas assembleias estudantis que aprovaram greve em Assis, Marília e Ourinhos, principalmente por condições de acesso e permanência dos estudantes filhos de trabalhadores com melhorias nas moradias, restaurastes universitários e contra o PIMESP. Esta greve foi se alastrando por outros campi e também contagiou os professores e servidores. As pautas unificadas atualmente defendidas pelos estudantes, professores e servidores são: Permanência estudantil; Não ao Pimesp; Paridade entre os três segmentos nos órgãos colegiados; Reajuste salarial de 11% para servidores técnico-administrativos e docentes; Isonomia de pisos e benefícios; Não à repressão aos movimentos sociais. Saudamos especialmente o próximo Conselho de Entidades Estudantis da UNESP/FATEC (CEEUF) a ser realizada nesse próximo final de semana (do dia 14 a 16/06) e desejamos que este seja um ótimo espaço de debates e articulação da luta combativa dos estudantes.

    Por fim, deixamos claro a importância dessas greves na conjuntura de lutas de todo o movimento estudantil nacional e convocamos todos esses estudantes em greve a radicalizarem suas lutas, tal como estão radicalizando-se as lutas contra os aumentos de passagem no Brasil inteiro (São Paulo, Natal, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiánia etc.), pois cada vez mais fica mais claro que é a ação direta das massas, a voz das ruas, que poderá nos trazer uma nova esperança de vitórias e conquistar ,elhores condiões de vida, estudo e trabalho. Chega de ilusão, é hora de ação!

    TODA SOLIDARIEDADE AS GREVES ESTUDANTIS DA UEG E DA UNESP!
    PARA BARRAR A PRECARIZAÇÃO, GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!
    VITÓRIA AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES!

    * * *

    Fonte de informações:

    UEG: http://www.movimentomobilizaueg.blogspot.com.br
    UNESP: http://www.cem-unesp2013.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. É só que segundo o email que a direção da FFC-MARÍLIA enviou aos estudantes no dia 21 de Junho nem essas duas etapas não vão mas ocorrer ...Como sempre eles não cumpriram o que foi dito e só pagaram as bolsas pra quem já havia entregado os papéis , e a condição para o recolhimento de novos formulários é a desocupação do prédio da Administração. Sacanagem !

    ResponderExcluir